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Paraty, Litoral Sul Fluminense, Brazil
DETRINDA, jornalismo, música, documentários. Compositor, repórter, videomaker, diretor e produtor de produtos audiovisuais. Pai e filho. Ciente que nada sei, cheio de vontade de aprender. Para aqueles que acreditam que o bem pode se propagar. Sejam Bem Vindos! (Davi Paiva,Trindade, Paraty-Rj).

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

NOVO CLIPE: CULTURA MISTA - TRILHA DO FILME TRINDADEIROS-

video

Clipe da Musica Cultura Mista. Album Concha Bruta.Vóz e Violões: Davi Detrinda e Nelson Caixa D'aço. Flautas: Roger Coicev . Trilha Sonora do Filme TRINDADEIROS. Detrinda Produções. Imagens: Davi e Silvio Delfim. PROTEJA A NATUREZA E A CULTURA CAIÇARA!

domingo, 4 de outubro de 2009

TRINDADE PARA OS TRINDADEIROS NO FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DE PARATY 2009



Olá amigos, gostaria de convidá-los para o Festival Internacional de Cinema de Paraty que acontece de 9 A 12 de outubro.
Na ocasião será exibido no dia 11 (domingo), às 16h, no Cine Teatro de Paraty,
o filme "Trindade para os Trindadeiros",
documentário dos Jornalistas Davi Paiva e Sílvio Delfim sobre a história de luta dos caiçaras de Trindade (Paraty).


SINÓPSE DO FILME TRINDADE PARA OS TRINDADEIROS

“Trindade para os Trindadeiros” conta a história de luta da comunidade caiçara de Trindade, localizada na cidade de Paraty-RJ, contra os interesses imobiliários de uma grande multinacional, que apoiada pelo regime militar, tentou por quase 10 anos expulsar os caiçaras da terra onde moravam por pelo menos quatro gerações, para a construção de um condomínio de alto padrão durante a década de 1970.

O documentário produzido como trabalho de conclusão de curso dos Jornalistas Davi Paiva e Silvio Delfim tem duração de 90 minutos e vem se destacando por ser o mais completo registro documental da luta dos caiçaras de Trindade que ficou conhecida internacionalmente na época por toda a imprensa.

O filme destaca a importância da união da comunidade em busca de um ideal comum, alem de narrar através de depoimentos dos próprios personagens como foram os anos dessa luta, como foram feitas as mobilizações e como foram os principais acontecimentos durante esse período.

Por meio de arquivos de imagens e uma grande pesquisa, o vídeo faz um resgate da cultura caiçara e mostra como viviam os “Trindadeiros” antes da construção da Rodovia Rio-Santos e como vivem hoje os moradores dessa comunidade.

“O Problema do genocídio dos caiçaras, ampliado, é o da maioria do povo brasileiro, espoliado, vilipendiado, vitimado pela sanha dos oligarcas que impunemente tripudiam sobre o que resta de esperança desses brasis”. (Priscila Siqueira, Jornalista)

Contato: 12 9108 4159
Davi Paiva

Programação:
http://www.festivaldecinemadeparaty.com.br/programa.htm

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

EM RIO DE PIRANHAS, JACARÉ NADA DE COSTAS...


"Você ja fez força alguma vez na sua vida caboclo?! Então segura firme, se chacoalhar você joga no rio", me diz o amigo.

Eram milhões de estrelas explodindo no céu do Xingu aquela noite. No retorno daquela que foi minha primeira experiência noturna nesse local.
Estávamos em dois barcos solitários em meio ao rio misterioso. Eu, o cinegrafista Renê Uchôas, os pescadores Domingos Bomediano, Paulo Grassmann e os “Piloteiros”, como são chamados por lá os nativos que nos guiam pelo rio.
Depois de algumas horas de uma boa e divertida conversa, ao som da floresta, alguém teve a idéia de pegar um jacaré. Com habilidade de quem tem harmonia com a natureza, Bomediano segurou o animal e com os olhos arregalados, nos passou esse réptil interessante e cheio de dentes. Confesso que tive grande receio, mas não podia deixar de ter essa experiência.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

- REPORTAGEM ESPECIAL XINGU - 2009 -

Parque indígena do Xingu
Marco histórico da luta pelos direitos do índio e próxima de completar os seus 50 anos de existência, a reserva do Xingu, que teve seus limites consolidados após anos de batalha política dos irmãos Villas Bôas, enfrenta hoje problemas e dificuldades para manter-se como berço da cultura indígena e da biodiversidade brasileira.


Com uma área de 2,8 milhões de hectares o Parque Indígena do Xingu foi demarcado em 1961 durante o governo de Jânio Quadros. Essa unidade de conservação foi criada após incessantes esforços dos irmãos Orlando e Cláudio Villas Bôas, além de personalidades como Marechal Rondon, Darcy Ribeiro, Noel Nutels, Café Filho e muitos outros.


Rumo ao Xingu
A aventura começa no Aeroporto Internacional de São Paulo localizado na cidade de Guarulhos. Lá iniciamos uma viagem de 1 hora e 30 minutos até a capital federal do Brasil, que mais parece hoje um canteiro de obras devido às inúmeras intervenções do governo nas largas avenidas de Brasília. Por falar em avenidas, fico impressionado com o transito da cidade construída por JK que hoje se equivale aos congestionamentos de São Paulo.

No caminho do aeroporto de Brasília até a rodoviária intermunicipal conhecida como “rodo-rodoviária”, por antigamente ter sido uma estação de trem, conversamos com o piauiense João que há trinta anos ganha a vida levando inúmeros turistas e políticos para diversos e inusitados pontos de Brasília. No caminho ele nos conta alguns "causos de políticos". Segundo o taxista constantemente os representantes do povo utilizam seus serviços para passear com suas respectivas namoradas pelas noites agitadas da capital federal. Por curiosidade perguntei se esses nobres parlamentares distribuíam grandes gorjetas, mas imediatamente ele responde: “Pelo contrario, na maioria das vezes eles ainda pedem que eu emita nota fiscal com valor superfaturado”. Por incrível que pareça, isso não é novidade em um país onde escândalos envolvendo políticos e atos de corrupção são cada vez mais freqüentes e a conta é sempre paga pelo povo. O que diria Sarney?

Chegando na rodo-rodoviária tomamos um ônibus com destino a cidade de Canarana, localizada na região nordeste do Mato Grosso. São quinze horas de viajem com diversas paradas, passando pelas cidades de Anápolis, Goiânia, Iporá, Aragarça, Vale do Araguaia, Vale dos Garças, Água Boa, Serra Dourada, etc. Inusitado foi ver na porta do banheiro de uma dessa rodoviárias uma foto grande do Padre Fabio de Melo.

Nos acompanha no ônibus um grupo de cerca de vinte índios que visitaram Brasília e agora estão retornando para o Xingu. Sorridentes e alegres eles falam apenas a língua indígena, mas o mais curioso é notar que entre uma frase ou outra as índias falam gírias da novela global, como “arebaba”, “tic”, e outros jargões usados pelos personagens novelísticos indianos. Acredite se quiser!

Finalmente chegando na cidade de Canarana subimos a bordo de um avião monomotor e sobrevoamos a região por 20 minutos até chegar ao nosso destino. Olhando do alto as terras históricas que se estendem entre o planalto central e a região amazônica é fácil perceber o contraste entre a exuberância da natureza e os grandes plantios de soja.



Em busca dos peixes
Chegando em solo firme e depois de nosso merecido descanso, iniciamos nosso contato com a magnífica região amazônica.

Seguimos acompanhados do advogado e pescador, residente da cidade de Jacareí, Domingos Bomediano. Há 3 anos o experiente pescador, que faz suas próprias varas de pesca, visita o Xingu em busca da paz proporcionada pela pesca esportiva.
Essa atividade movimenta os rios da região já que lá são facilmente encontrados peixes como o cachara, também conhecido como pintado, trairão, matrinchã, bicuda, cachorra e o famoso tucunaré. Segundo Bomediano os Rios Kulueni, Rio Sete de Setembro e Rio Xingu são excelentes opções para essa atividade que vem crescendo e conquistando mais adeptos a cada dia. "A pesca esportiva da a oportunidade para que a pesca continue a existir, e principalmente sem causar grandes danos à natureza", comenta Bomediano.
Não apenas para os pescadores, mas para os amantes da natureza, a região presenteia os visitantes constantemente com surpresas inesquecíveis.

Uma dessas surpresas que pudemos presenciar foi o raro encontro com uma das espécies de aves mais majestosas da região amazônica.

A águia harpia é uma das maiores e mais pesadas aves de rapina do mundo, podendo alcançar uma envergadura de dois metros. Ela se alimenta principalmente de macacos e preguiças.
O rio Xingu
O rio Xingu nasce no coração do Brasil, norte do Mato Grosso (no Planalto dos Guimarães), e possui mais de 2,7 mil km de extensão. Outros rios importantes se juntam a ele, formando uma bacia hidrográfica com quase duas vezes a área do Estado de São Paulo, até desaguar no Rio Amazonas.
Por causa dos desmatamentos e das queimadas, várias nascentes do rio Xingu já secaram. Sem a vegetação, as chuvas têm provocado o assoreamento em vários cursos de água. Em conseqüência, cresce a perspectiva de uma grave crise hídrica na região. Os fazendeiros têm relatado o aumento da erosão e a redução de fertilidade das terras.
As nascentes do rio, que também ficaram fora das terras indígenas, estão comprometidas pelo assoreamento. Se não fosse pelas terras indígenas que preservam quase 40% da bacia, possivelmente toda essa região já teria sido ocupada.
Quando a floresta é retirada, a chuva lava os solos e carrega os sedimentos para dentro dos rios; a água fica turva e muitos peixes desaparecem. Além disso, no sistema de monocultura a baixa rotatividade exige a aplicação de maiores quantidades de insumos agrícolas para manter a fertilidade do solo. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Agronômico de Campinas mostra que no ano de 1997 cerca de 10 milhões de toneladas de fertilizantes foram utilizados nos 40 milhões de hectares cultivados com grãos no país. Essa grande quantidade de insumos sobre as camadas superficiais do solo, vem causando também à contaminação de águas superficiais.

Usina hidroelétrica de Belo Monte
Hoje a principal liderança xinguana é o cacique Aritama, da tribo Yawalapiti. Ele é o responsável por negociar com o governo as questões que envolvem a reserva. Atualmente o principal impasse entre o governo e os índios xinguanos é a construção da Usina hidroelétrica de Belo Monte. A obra prioritária do Programa de Aceleração do Crescimento que visa geração de energia afetará cerca de 3,2 mil famílias, de acordo com cálculo de organizações locais.
A ultima vez que o governo reuniu-se com os índios para debater sobre a usina o engenheiro da Eletrobrás, Paulo Fernando Rezende, acabou ferido por guerreiros do povo Kayapó.
Um dos pontos mais contestados pelos indígenas diz respeito ao impacto da construção da barragem sobre os peixes do Rio Xingu. O desequilíbrio do ciclo ecológico com a cheia permanente afetará a vida dos peixes, base alimentar para a subsistência de indígenas da região.
"Caso os senhores não consigam parar essa obra, nós, povos indígenas da Bacia do Xingu entraremos até os canteiros de obras desses empreendimentos e vamos acabar de nosso modo", disseram os delegados indígenas do Rio Xingu que participaram do encontro em Altamira.
A área inundada com a construção da barragem será de 440 km2 e as organizações sociais antecipam a necessidade de remanejamento de cerca de um total de 3,2 mil famílias.

As mudanças
No início, a filosofia aplicada pelos Villas Bôas visava proteger o índio do contato com a cultura dos grandes centros urbanos. Na época, por exemplo, não era permitido nem usar chinelos ou andar de bicicleta, para que nada mudasse no cotidiano tribal.
Com a saída de Orlando e Cláudio Villas Bôas da direção do Parque, em 1973, este pensamento começou a mudar. O administrador seguinte, Olímpio Serra, começou a contratação dos primeiros funcionários indígenas da Funai e em 1982 o Xingu teve seu primeiro diretor índio, o cacique Megaron, da tribo Kaiapó. Desde então, outros começaram a se preparar e assumir diversos cargos dentro do Parque. Atualmente, eles detêm a maioria dos postos administrativos, protegendo suas próprias fronteiras.
No vasto território onde hoje se concentram aproximadamente 5 mil índios, divididos em 16 etnias, se faz presente os principais troncos lingüísticos do país, como o aruak, karibe, jê e tupi.



Poderíamos estar falando de um verdadeiro exemplo de justiça social e defesa das culturas tradicionais, mas o processo de colonização iniciado na década de 1970, o plantio de soja, o gado, e principalmente as mudanças advindas do contato com o “branco” nos impede de fazer essa afirmação.




Hoje os índios do Xingu recebem bolsa família, dinheiro de organizações não governamentais, mais dinheiro de grupos estrangeiros, cobram para permitir a entrada de pessoas de fora na reserva, cobram por fotos, navegam na Internet e assistem às novelas em televisão de LCD.


Não me sinto em condições de julgar esses oprimidos e legítimos brasileiros que assim como a maioria de nós aderiu a um estilo de vida baseado no capitalismo. Não tenho duvidas que temos muito a aprender com essas vitimas do sistema que um dia foram donos de todo o Brasil e após a colonização vieram perdendo seus costumes primeiramente obrigados a se catequizar.



Expulsos de suas terras originais, apesar de tantas mudanças ainda compartilham uma relação mais harmoniosa com a natureza do que nós. Mas confesso que fiquei um tanto frustrado quando um índio quis me cobrar mil reais por uma simples e rápida entrevista...

REPORTAGEM: DAVI PAIVA


(Agradecimentos: Renê Uchôas, Domingos Bomediano, Paulo Roberto Grassmann, Ata e o Rancho Xingu, Piloteiros do Xingu e todos que contribuiram com esse humilde jornalista para que essa reportagem existisse.)

terça-feira, 16 de junho de 2009

REVOLUÇÃO MENTAL

Atualmente vivemos um momento de grande crise na humanidade. Valores e morais estão cada vez mais invertidos e complexos, assim fico sentindo falta de uma revolução mental.

No século XX os artistas que viriam a ser chamados de surrealistas constataram a crise da razão e do sistema lógico em que o mundo estava mergulhado. Ao perceberem esses graves problemas se dedicaram a uma fuga para o inconsciente que segundo eles, poderia ser uma saída para a enrascada em que havia se metido a razão humana. Para isso ocorrer era preciso anular a contradição entre sonho e realidade.

Em 1924 o surrealismo se iniciou como uma escola moderna de literatura e arte.

Esse movimento visava desprezar os encadeamentos lógicos e elevar o apreço do inconsciente. Renovar totalmente os valores artísticos, políticos, morais e filosóficos, ou seja, uma mudança da cultura e da vida.

Será que hoje, em pleno ano de 2009, com tantos avanços científicos e tecnológicos, não somos carentes de cabeças pensantes dispostas a tentar por meio de suas qualidades transformar essa visão atual e decadente desse sistema materialista em que estamos mergulhados?

Será que tenho que aceitar esses padrões que os mercadores de informação nos impõem?

Talvez Freud pudesse explicar...

"Meus Herois morreram de overdose, meus inimigos estão no poder...". Cazuza.

“Sinta a musica, entre dentro dela, veja o que a musica tem a lhe mostrar” Equilíbrio, Ponto.

( DAVi DETRINDA -Imagens: Salvador Dali)

terça-feira, 2 de junho de 2009

ESCUTE E BAIXE GRATIS AS MUSICAS DE DAVI DETRINDA

Se você ainda não conhece o som de DAVI DETRINDA, ou conhece e não tem as musicas desse musico independente, não perca tempo, viaje nesse som.

Em parceria com o site Trama Virtual o artista já disponibilizou para download todas as faixas do album CONCHA BRUTA.



Caso tenha algum problema com o link acima, entre no site: http://www.tramavirtual.com.br/ e procure pelo artista DAVI DETRINDA. Talvez seja necessario você se cadastrar no site. Vale a pena, pois se você gosta de musica é o maior portal de musica independente do Brasil.

Apóie os musicos independentes e de um basta em gravadoras que financiam a industria cultural e cobram um preço absurdo em um produto que na maioria das vezes visam simplesmente o lucro acima de qualquer coisa. Não é por acaso que a pirataria é cada vez maior em nosso país e os artistas só são respeitados quando obedecem os padrões midiáticos estabelecidos pelas grandes corporações.

CHEGA DE ENLATÁDOS, LIBERDADE DE PRODUÇÃO ARTÍSTICA JÁ!

domingo, 31 de maio de 2009

De Gay Talese a Chico Buarque, Flip tem programação eclética em 2009

Festa Literária Internacional de Paraty acontece de 1º a 5 de julho. Sétima edição do evento homenageia Manuel Bandeira.
Com 35 autores divididos em 18 mesas, a Festa Literária Internacional de Paraty chega à sua sétima edição com uma programação eclética. A Flip acontece entre 1º e 5 de julho em Paraty, no Rio, e os ingressos começarão a serem vendidos a partir das 10h do dia 1º de junho pelo site http://ingressorapido.com.br/.
Entre as atrações internacionais do evento estão o jornalista Gay Talese, expoente do “novo jornalismo” e autor de livros como “A mulher do próximo” e “Fama & anonimato”; o crítico de música erudita da revista “New Yorker” e autor de “O resto é ruído” Alex Ross; o biólogo inglês evolucionista Richard Dawkins, de “O gene egoísta” e “Deus, um delírio”, e a escritora francesa Catherine Millet, autora de “A vida sexual de Catherine M.”, entre outras. A ala nacional da Flip traz o cantor Chico Buarque, autor do recém-lançado “Leite derramado” e de “Budapeste”; o escritor Critovão Tezza, de “Trapo” e “O fotógrafo”; o cineasta Domingos de Oliveira, diretor de “Todas as mulheres do mundo” e “Separações” e o escritor Milton Hatoum de “Relator de um certo Oriente” e “A cidade ilhada”. Além do mundo da literatura, a Flip continua abordando outras linguagens: se 2008 foi o ano de Neil Gaiman, roteirista do quadrinho “Sandman”, a nova edição do evento terá uma mesa especial para as HQs, composta por autores da nova geração brasileira Rafael Grampá, Rafael Coutinho e os gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá.

Já a artista conceitual francesa Sophie Calle inaugura a relação direta da Flip com as artes plásticas – ela participa da mesa “Entre quatro paredes”, com o ex-namorado Grégorie Bouillier.

Manuel Bandeira
Entre as atividades dedicadas ao homenageado de 2009, Manuel Bandeira, está a mesa “Antologia pessoal”, onde o professor Edson Nery da Silva lembra da convivência com o poeta e escritor no Rio de Janeiro e em Pernambuco ao lado de um ex-aluno de Bandeira, o jornalista Zuenir Ventura.
(Foto: internet, Pintura à óleo sobre Tela: Sandro José)

terça-feira, 26 de maio de 2009

DAVI DETRINDA/ CONCHA BRUTA


Para quem gosta de boas musicas, com raízes fincadas na brasilidade e com conteúdos que não visam a industria cultural, esse Cd mostra um pouco das composições caiçaras do musico e jornalista
DAVI DETRINDA.
Conheça mais sobre Trindade e as raízes caiçaras em forma de composições feitas com o coração e com a alma.
Proteja a natureza e nunca desista de seus sonhos.
CONCHA BRUTA é um trabalho que ainda está se lapidando e que com simplicidade visa sensibilizar aqueles que acreditam que o homem pode viver em harmonia com o meio em que vive e principalmente com sigo mesmo.

CULTURA TRADICIONAL



Um aspecto relevante na definição de “culturas tradicionais” é a existência de sistemas de manejo dos recursos naturais marcados pelo respeito aos ciclos naturais, à sua exploração dentro da capacidade de recuperação das espécies de animais e plantas utilizadas. Esses sistemas tradicionais de manejo não são somente formas de exploração econômica dos recursos naturais mas revelam a existência de um complexo de conhecimentos adquiridos pela tradição herdada dos mais velhos, de mitos e simbologias que levam à manutenção e ao uso sustentado dos ecossistemas naturais.

A LUTA DOS TRINDADEIROS

Após a construção da rodovia BR 101, conhecida como Rio Santos, que passa pelos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, diversas comunidades caiçaras e quilombolas que viviam escondidas às margens do Oceano Atlântico, longe das grandes cidades, tiveram seu modo de vida alterado pela especulação imobiliária.
Destacamos a história de luta da comunidade de Trindade, litoral sul fluminense de Paraty-RJ. A vila de pescadores resistiu nove anos em uma batalha contra a multinacional Atlantic Community Develoment Group For Latin América (ADELA) que queria expulsar os “posseiros” caiçaras das terras, que eram cultivadas por eles durante décadas.

Com sete praias paradisíacas, localizada a 20 km de Paraty, a vila de Trindade era a oportunidade para a empresa implantar um grande empreendimento turístico no local.
Essa larga fatia de área litorânea foi considerada prioritária nos programas de reforma agrária na década de 1960 e entregue aos grupos imobiliários pela Embratur por decisão do governo Federal.

Naquela época, entre os anos 1960 e 1970 a comunidade de Trindade vivia isolada dos grandes centros, vivendo basicamente da pesca e do plantio de subsistência. Inesperadamente a multinacional Adela chegou à vila alegando ser dona de todo território da comunidade, que descende de índios e também de piratas que nos séculos XVI e XVII estiveram em todo litoral sul do estado.

A Adela tentou por nove anos ocupar a área, chegando a manter 60 homens armados no local e entrando com diversas ações de reintegração de posse no fórum de Paraty.

Nessa época, os trindadeiros sofreram diversas agressões físicas, além de ver a estrada de acesso ao lugarejo bloqueada por jagunços, suas plantações e casas de pau-a-pique serem destruídas e até servícias praticadas por jagunços a duas professoras.

Por meio da força bruta, os trindadeiros aos poucos eram despejados de suas casas e muitas famílias fugiram para bairros periféricos de Ubatuba. Porém, muitos não desistiram e depois de muita união cada vez que uma casa era derrubada outras eram levantadas em um outro local, na maioria das vezes no período noturno, acabando as construções ao amanhecer. Uma casa por dia, em sistema de mutirão, com caiçaras de guarda costas, durante varias semanas.

O grupo estrangeiro, no entanto, não conseguiu tirar toda a comunidade do local. Ao contrário, sem conseguir vencer a resistência das famílias e pressionada, segundo alguns, também por problemas financeiros, desistiu do empreendimento, colocando a empresa responsável pelo projeto à venda.

Um acordo foi aceito pela comunidade que já estava cansada de viver como nômade, fugindo de um lugar para outro. Assim, chegou ao fim o pesadelo que durou nove anos e teve um alto custo para a comunidade. Das 120 famílias que viviam no povoado, apenas 42 resistiram até o acordo.

O documento assinado pelas partes concedeu para cada trindadeiro um titulo de propriedade, garantindo assim as posses da área onde estava delimitado o povoado e também as posses de lavouras. Assim os caiçaras ficaram com 147 mil metros quadrados para reconstruir a antiga vila e mais 620 mil metros quadrados para plantar roças, enquanto a empresa garantiu o domínio de 2,8 milhões de metros quadrados.

Durante os últimos anos da luta a comunidade recebeu ajuda da Sociedade de Defesa do Litoral, que surgiu em 1978, quando um grupo de jovens que freqüentavam o local presenciou as violências cometidas contra os posseiros e decidiu unir-se aos moradores, fundando assim a entidade.

Depois de firmado o acordo a comunidade fundou a Associação de Moradores Nativos e Originários da Trindade.

Atualmente, a comunidade vive quase que exclusivamente do turismo. Os ranchos de pescas da beira da praia se transformaram em bares e restaurantes e os caiçaras em microempresários do setor turístico. Alguns ainda resistem na manutenção da cultura caiçara, pescando e caçando como antigamente, mas a maioria trabalha com pousadas e campings que chegam a receber 20 mil turistas durante a alta temporada.
Essa história de luta é contada pelo documentário "TRINDADE PARA OS TRINDADEIROS", trabalho de conclusão de curso dos jornalistas Davi Paiva (Davi Detrinda) e Silvio Delfim.
O vídeo narrar a luta dessa comunidade que apesar de tanto tempo passado desde esses acontecimentos, ainda hoje vive a incerteza do que pode ser feito na área dominada pela empresa.

O documentário tem a intenção de contar como foi essa história de luta contra os interesses imobiliários de uma grande multinacional, que tentou expulsar os trindadeiros da terra onde moravam para a construção de um condomínio de alto padrão.

A abordagem é feita de forma com que fique claro para o telespectador que os interesses do capital não levam em consideração as tradições, culturas e modo de vida da comunidade que é afetada pela especulação imobiliária.

Outra abordagem é com relação à importância da união da comunidade para conseguir vencer essa batalha e resistir por 9 anos contra grupos de poder e principalmente as conseqüências desse problema para a comunidade de Trindade.
(Texto: Davi Detrinda, fotos de arquivos: Fausto Pires de Campos, Ed Viggiani, Adriana Mattoso) (foto da visão da praia do Cepilho: Silvio Delfim)
Mais informações sobre o documentário: Davi Detrinda detrinda@gmail.com

A OCUPAÇÂO DO LITORAL

O esquema geral de ocupação do litoral, que alternou períodos de prosperidade econômica com períodos de estagnação, foi descrito por vários autores para os Estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro (Siqueira, 1989 b). Observa que, de forma geral e até meados do século XX, durante os períodos de prosperidade em que outras alternativas econômicas eram oferecidas aos caiçaras, suas atividades tradicionais eram abandonadas em favor daquelas, e muitas vezes houve um aumento da população urbana nos municípios do litoral. Por outro lado, nos períodos de estagnação, normalmente, o caiçara voltava às suas atividades tradicionais, como forma de garantir sua subsistência, havendo um retorno para a área rural. Após a abertura das estradas de acesso ao litoral norte do Estado de São Paulo, na segunda metade do século XX, as transformações sócio-econômicas, que até então ocorriam lentamente, passaram a ocorrer de modo acelerado, com a chegada do turismo e da urbanização do litoral. A paisagem rural foi se transformando numa paisagem urbana e o caiçara foi sendo expulso para as cidades. Foto: (Area da comunidade caiçara de Trindade que foi tomada durante a década de 1970 atráves de força bruta pela empresa BRASCAN-ADELA)

A COMUNIDADE CAIÇARA

Nas décadas de 1940-50, a conformação do povoado caiçara era de um grupamento desordenado de casas isoladas umas das outras, escondidas entre a folhagem e protegidas do vento pela vegetação da orla da praia. Apesar de a propriedade ser privada, ela não era cercada e as trilhas permitiam o acesso de todos ao espaço caiçara. A praia era o centro da vida caiçara e ponto de articulação com o mundo exterior. O caiçara se distinguia pela praia a cujo grupo pertencia e a solidariedade entre seus membros era importante fator de equilíbrio, mesmo não sendo regulada por nenhuma organização ou instituição. Apesar de a atividade agrícola ser essencialmente individual e familiar, as trocas e empréstimos de produtos, a prestação de serviços e a ajuda nos trabalhos, sob a forma de mutirão, levavam a uma distribuição mais ou menos eqüitativa dos produtos obtidos nas culturas (França, 1954). O sertãoera o espaço do trabalho, onde se encontravam as roças, os bananais e a floresta, de onde se retirava lenha, ervas medicinais e onde se caçava. Em muitas comunidades podiam ser vistos ranchos construídos na praia, que serviam de habitação temporária durante a época de pesca de algumas espécies, como a tainha (Willems, 946; França, ibid.). A estrutura da casa caiçara tradicionalmente era a mesma do caipira do interior: paredes de pau-a-pique, telhado de sapê e duas águas, algumas vezes caiada. O chão era de terra batida e os móveis escassos (Carvalho, 1940). Fonte: Cristina Adams

O QUE É SER CAIÇARA?


O termo caiçara tem origem no vocábulo Tupi-Guarani caá-içara (Sampaio, 1987), que era utilizado para denominar as estacas colocadas em torno das tabas ou aldeias, e o curral feito de galhos de árvores fincados na água para cercar o peixe. Com o passar do tempo, passou a ser o nome dado às palhoças construídas nas praias para abrigar as canoas e os apetrechos dos pescadores e, mais tarde, para identificar o morador de Cananéia (FUNDAÇÃO SOS MATA ATLÂNTICA, 1992). Posteriormente, passou a ser o nome dado a todos os indivíduos e comunidades do litoral dos Estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro (Diegues, 1988). Por muito tempo, após o descobrimento do Brasil, o litoral foi quase a única área de povoamento. Apesar de sua grande extensão, existem elementos culturais e sociais comuns a toda a costa brasileira oriundos, em grande parte, de influências semelhantes na sedimentação das bases sócio-culturais dos habitantes do litoral. Nos estados das regiões Sul e Sudeste ocorreram ainda duas particularidades: a deserção de sua população à medida que o povoamento avançou para o interior e o não estabelecimento de imigrantes, ficando este litoral privado de influências culturais externas (Mussolini, 1980; Marcílio, 1986).
Os primeiros brasileiros surgiram da miscigenação genética e cultural do colonizador português com o indígena do litoral, ocorrida nas quatro primeiras décadas, a qual formou uma população de mamelucos que rapidamente se multiplicou. Esta protocélula da nação brasileira foi moldada, principalmente, pelo patrimônio milenar de adaptação à floresta tropical dos Tupi-Guarani. A chegada do negro africano, como escravo, pouco contribuiu nesta primeira fase. Entretanto, sua incorporação à ordem social e econômica acabou gerando, posteriormente, um contingente mestiço de índios, brancos e negros, que viria a constituir o povo brasileiro (Ribeiro,1974 apud Ribeiro, 1987). FONTE: Cristina Adams

Mais de 100 mil hectares de mata atlântica foram desmatados em 4 anos, aponta Inpe


Entre 2005 e 2008, foram desmatados ao menos 102.938 hectares de mata atlântica no País, aponta estudo feito pela Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A área corresponde a dois terços do tamanho da cidade de São Paulo. Os números revelam a persistência da média de desflorestamento em 34.121 hectares por ano. No período de 2000 a 2005, a média foi muito parecida, de 34.965 hectares anuais. Atualmente, 112 milhões de pessoas vivem em regiões com este tipo de vegetação.
A pesquisa “Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica” revela que os estados que sofreram maior desmatamento são Minas Gerais, Santa Catarina e Bahia. Eles perderam nos últimos três anos, 32.728, 25.953 e 24.148 hectares respectivamente. A diretora de Gestão do Conhecimento e coordenadora do "Atlas pela SOS Mata Atlântica", Marcia Hirota, entende que “é urgente o aparelhamento do Ibama para ampliar a fiscalização”.
Minas Gerais possuía, originalmente, 27.235.854 ha de Mata Atlântica, que cobriam 46% de seu território; pelo levantamento, restam apenas 9,68%. Flávio Ponzoni, coordenador técnico do estudo pelo INPE afirma que os remanescentes de mata atlântica do estado ficaram quase restritos a topos de morro. “A continuar assim, de fato, restará muito pouco em pouco tempo”.
Santa Catarina, que está 100% inserida no Bioma, tem 23,29% de floresta; Já a Bahia, que tem 33% do território na Mata Atlântica, ou 18.875.099 hectares, ficou hoje com apenas 8,80% de floresta.
Segundo o estudo, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná e Bahia são as áreas mais críticas para a Mata Atlântica, “pois são os Estados que mais possuem floresta em seu território e, por isso, têm grandes áreas desmatadas em números absolutos”, aponta o estudo.
Mario Mantovani, diretor de Mobilização da Fundação SOS Mata Atlântica, identifica o desenvolvimento das cidades como principal motor de desmatamento no País. “Nossos trabalhos demonstram que os desmatamentos em geral são em função da expansão urbana e, também, nos limites dos biomas de mata atlântica e cerrado em MG, por conta do carvão para a siderurgia. Isso nos leva a contestar o terrorismo contra os pequenos proprietários promovido pelo Ministro da Agricultura e a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Vale lembrar que os pequenos agricultores são tratados de forma diferenciada pela lei da mata atlântica”.
Além dos estados citados, o Paraná perdeu 9.978 hectares de mata; Rio Grande do Sul, 3.117 hectares; São Paulo, 2.455 hectares; Mato Grosso do Sul, 2.215; Rio de Janeiro, 1.039 hectares; Goiás, 733 hectares; Espírito Santo, 573 hectares.

segunda-feira, 25 de maio de 2009



O nascer do Sol...

Privilégio de poucos responsabilidade de todos


"O privilegio de nascer em um lugar abençoado, trás a responsabilidade de você lutar ao meu lado"
O preço do progresso pode ser alto demais...


REGGAE ROMPENDO AS FRONTEIRAS!

PROTEJA TRINDADE!



Davi Detrinda e Tribo de Jah em Trindade!

Show gratuito que levou cerca de 5 mil pessoas na vila de Trindade.

" Abrir o show da Tribo em casa e participar dessa energia foi mágico!"